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ATENÇÃO!!! È permitida a utilização, total ou parcial, das idéias e dos textos abaixo, desde que indique a autoria da Profa. Maria Lúcia de Freitas Beraldo. A referência bibliográfica deve ser feita da seguinte maneira, de acordo com a NBR 6023 – ago./2000 : 

Beraldo, M.L.F. Título do texto Disponível em: www.sexologiajf.com.br | Acesso em:(colocar a data em que acessou a página).


Sexualidade Infantil


 Estou com uma situação me atormentando ultimamente quando eu tinha  11 anos, havia uma criança de 1 ano que morava conosco, na época minha  sexualidade estava a flor da pele e eu cheguei a fazer coisas que na época eu  não me dei conta da gravidade,mas que hoje sei que foram terríveis, tomava banho  com ela e a fazia me fazer carícias e me tocar, não fazia nada com ela nem havia  agressão, mas no final se ela continuasse querendo continuar com os toques (o  que pra ela parecia ser uma diversão) eu dava uns \"tapinhas\" nas mãozinhas  dela e dizia que ela não podia fazer aquilo em mais ninguém. O problema é que  hoje isso está virando um monstro na minha cabeça, já li sobre o assunto e pode  ser configurado como abuso sexual, não me perdôo, mesmo na época não tendo tido  nenhuma intenção de agressão com a criança me sinto muito mal, e se for um abuso  como me refazer disso tudo? Refazer minha vida desse passado? Peço ajuda.S. via site

Cara S.

Dá para perceber  pelo seu desalento que vc não tinha noção do que estava  fazendo. Apesar da  diferença de idade, parece-me que estava mais para jogos sexuais infantis  do que abuso: vc não era uma adulta lidando com uma criança. Em outras palavras, a ingenuidade quanto ao que estava acontecendo nivelava vcs. Acho que vc deve relaxar, tocar sua vida naturalmente, senão algo que provavelmente a criança em questão nem se lembra mais ainda te atormentará, criando um bloqueio para sua vida afetiva e sexual , criando um mal de proporções maiores, comprometendo seus relacionamentos afetivos e a educação dos seus filhos com relação ao sexo.. Cultive sua paz sem culpa. Abraços,

Maria Lúcia Beraldo

 

 

Boa tarde, tenho um filho de 5 anos e de um tempo pra cá percebi que ele gosta de se estimular  no ânus escondido , claro. Você acha que isso é uma tendência homossexual?Muito obrigada pela atenção.

Amanda, via site

 

Oi! Não creio que ele seja homossexual somente por causa disso. O ânus é uma região extremamente enervada, o que o torna  muito sensível.  E é a primeira parte que a criança reconhece como prazerosa. Mesmo maiorzinhas muitas crianças gostam  quando têm que  passar creme ou pomadas  justamente por este toque.Daqui a pouco ele descobre  a  outra função do pênis e expandirá a brincadeira.  A sua dúvida tem mais a ver com um certo “pré”- conceito referente ao ânus como órgão de uso de homossexuais. Mas não é bem assim: muitos homens, mesmo sendo  heteros,  gostam  de ser estimulados no ânus por suas parceiras. E, se depois de tudo, seu filho for homossexual ,  não pense nisso como algo tão negativo. Ele continuará sendo motivo de muito orgulho para vcs!  

 

 

Encontrei meu filho de 6 anos e o primo de 4 , nus e se  acariciando.Perguntei pro meu filho onde surgiu esta vontade e ele disse que o  primo mostrou a bunda pra ele, fiquei muito preocupada com medo de ele ter  passado por alguma experiência na escola, ele jura que não, e por meu sobrinho  também aceitar aquela situação.Pode ser uma tendência homossexual? Meu sobrinho  teve uma reação normal infantil ao ser questionado, já meu filho ficou muito nervoso e disse que era por que eu vi o que aconteceu, fora isso seu  comportamento no dia-a-dia não se alterou, pode me dar alguma orientação? Sempre  conversei e orientei meu filho inclusive sobre sexualidade e que ninguém podia  mexer em suas partes íntimas ele não frequenta lugares variados só a  escola e  em casa, nem em parentes. Aguardo ansiosa obrigada. Patricia, via site.

 

Cara Patrícia

 

Entendo sua preocupação, mas acredito que nenhum dos dois sejam homossexuais por causa disso.Se uma criança possui tendência homossexual, tendo experiência ou não na infância  em algum momento essa tendência vai aflorar mais tarde. Mas para a maioria dos meninos, o troca-troca é uma  descoberta, e acaba sendo mais fácil descobrirem com coleguinhas do mesmo sexo do que com o sexo oposto: A mãe de uma menina não vai deixá-la brincando sozinha  na casa de um menino. É uma questão de oportunidade.  Você já falou com eles, levaram o susto do flagra. Se te acalma, não os deixe muito tempo brincando sozinhos. Mas é uma coisa que naturalmente vai voltar, mesmo que na masturbação solitária. Se flagrá-los de novo,  acabe com a festa com jeito. A sexualidade de nossos filhos nos leva ao confronto com o que aprendemos sobre o sexo e a repressão a que fomos submetidos.  O importante é que o episódio  não seja tratado de uma forma mais dramática do que realmente é, com gritos, espancamento ou terrorismo emocional.

abs!

 

Boa Noite, ando meio preocupada com meu filho de 5 anos, ele adora  contos de fadas, brincadeiras de meninas, e oque se refere a princesas, adora as bonecas da irmã... brinca com brinquedos de menino, mas prefere os de menina. Na  ultima semana ele me falou que colocou o \"pipiu\" de um amiguinho na boca. Expliquei que não pode, pq ele eh pequeno ainda, e só pode fazer essas coisas  quando crescer, e que só menina pode fazer isso... e o fato se repetiu,  novamente falei com ele, sem brigar, sem gritar, sem deixar ele com vergonha.  ele me disse que não vai fazer novamente.

 Fico com medo de que ele seja homossexual. Não por mim, mas pelo preconceito  que ele vai sofrer... lógico que eu quero que meu filho seja homem, mas se ele  optar por outra coisa eu não vou deixar de ama-lo por isso, então oque fazer?  como agir?? isso é normal???

Oi ! Sua atitude com ele foi adequada, sem agredi-lo, mas colocando um limite.  Brincadeiras de conteúdo sexual são antigas no mundo infantil, mas atualmente, com a quantidade de informações disponíveis  sobre as coisas que se faz durante o ato sexual,  estas brincadeiras podem nos deixar ainda mais chocados. Não dá para dizer com isso que ele é gay, porque as chances de meninos brincarem de sexo entre meninos são maiores do que menino com menina (as meninas brincam de sexo  entre si ). Sugiro que observe e filtre sempre que possível as informações que vêm pela TV, pelas músicas, pois a sexualidade  infantil tem seu curso normal ( que não é assim tão lenta,  e criança não é ser assexuado), mas informações que entram na sua casa podem acelerar este processo. Não há necessidade de impedir que ele brinque com o tal amiguinho, mas vc pode evitar deixá-los sozinhos. Com relação às brincadeiras com coisas de meninas, sugiro que peça ao pai de seu filho  ou figura masculina da sua família que passe mais tempo em brincadeiras com ele, pode ser que este interesse por coisas de menina tenha a ver com o fato dele ficar muito tempo próximo de mulheres e tenha a ver mais com uma admiração dele por  vocês e pelo o mundo feminino. Agora, se seu filho for  gay, isto não será um opção, e sim uma condição. Isto é algo que antecede a escolha, faz parte da natureza da pessoa. Ele só poderá optar se vai ter vida sexual ou não, assim como acontece com os heteros.  Com relação ao preconceito, considere  sempre que  quanto mais  autoconfiança e autoestima ele desenvolver, menor o efeito do preconceito das pessoas sobre ele. E neste momento, isto depende de você  e do pai dele. Afinal, preconceito  nós também sofremos por sermos mulheres, outros sofrem por serem pobres, outros sofrem por serem desta ou daquela raça ou religião. Tem pessoas que sofrem preconceito até por serem bonitas, outras inteligentes!  O que não devemos é ir contra a nossa natureza por conta de quem está de fora, pois os outros  sempre encontrarão alguma forma de nos atordoar, se for esta a intenção.

Boa sorte, um grande abraço

 

Preciso de uma orientação, estou bastante preocupada. Sou casada, tenho 2 filhos: um de 2anos e meio e uma  menina de 9 anos.Os meus dois filhos ficam na escola período integral pois eu e meu esposo trabalhamos, um dia meu bebe chegou da escola dormindo em casa eu o acordei para dar banho e tirei a roupa dele, ele esta com o pipi totalmente grande !eu fiquei assustada, mas  tudo bem, deixei passar. Ontem no dia 14 de abril as 19: horas em casa, peguei meu filho para brincar , e ele começou a se esfregar em mim, no meu colo. Ele estava com a pernas abertas na minha cintura se esfregando com seu corpinho para frente para traz como um casal que esta fazendo sexo eu me assustei! e depois ele estava brincando com minha filha na cama pulando em cima dela ,ele fez o mesmo com ela e aí eu passei a mão no pipi dele estava duro! sei que ele não tem consciência disso ele só tem 2 anos e meio de idade ...por favor me ajude isso é normal? Pois  eu nunca fiz sexo perto dele, estou preocupada. Aguardo resposta

A. Via site sexologiajf.com.br

 

Esta reação física é natural  também na infância. Todos os homens têm ereção enquanto dormem, e os meninos podem ter ereção ainda dentro do útero materno. Já ocorreu de exames ultra-sons captarem meninos brincando com seus pênis!! A saída que sugiro é você ficar atenta para não reagir de forma brusca. Se ele se agarrar em você, desenlance-se dele com naturalidade, e de uma forma empolgada, mude o foco para outra coisa, como fazer um lanche, brincar de algo diferente, etc. Sua filha já tem 9 anos, já pode entender mais um pouco. Diga a ela para reagir da mesma forma. Sim, conversar sobre isso com ela pode abrir as portas para  indagações, e é importante que vc esteja disposta a ouvir e respondê-la . Quanto a ele, com o tempo, ele vai mudando o foco para outras descobertas; agora ele está empolgado com a região genital. Não quer dizer que nunca mais irá se estimular, mas não será  tanto assim, e tenderá a fazer sozinho. No momento,  agindo assim, você não estará apontando o sexo como algo proibido ou sujo, e nem  incentivando. Acho pouco provável que este padrão tenha começado por algo que aconteceu na creche. Mas ele pode repetir este comportamento lá. Por isso,  sugiro também  que converse com a diretora, e peça para que ela fique de olho nas brincadeiras das crianças, a  fim de intervir  sempre que for necessário para mudar o foco.  Isto vai mostrar que você está atenta em relação aos seus filhos e vai deixá-la atenta também ao que  acontece dentro do espaço que ela dirige.

Precisando, estarei aqui. Boa sorte!

 Surpreendi minha filha pequena se masturbando. Já ouvi dizer que isso é normal. Mas como devo agir?

Ana Clara - Democrata


O impulso para o prazer sexual faz parte da natureza humana, e isto não exclui a sua manifestação no período da infância. Muitas pessoas se lembram de haver começado a masturbar-se nesta época, principalmente por volta de 5 e 6 anos. Por isso, é muito importante a forma como os pais encaram este impulso em seus filhos, uma vez que muito da educação sexual ocorre sem o uso das palavras: a expressão facial ou o tom de voz diante da situação erótica dos filhos, os silêncios significativos ou as mudanças bruscas de assunto diante das perguntas que são feitas pelos pequenos irão certamente passar para a criança a idéia de que o sexo é algo assustador, sujo, etc. Isto traz muitas vezes conseqüências drásticas quando o indivíduo vai exercer sua sexualidade na vida adulta (principalmente no caso da mulher).Devido a isso, é louvável que você esteja interessada em buscar postura mais adequada perante a sexualidade de sua filha. Seria bom que você buscasse, antes de tudo, lembrar de suas primeiras expressões eróticas, tentando entrar em contato com a naturalidade com que esse despertar surgiu em você, para que você possa percebê-lo também naturalmente em sua filha. A partir disso, você encontrará a melhor forma de mostrar a ela - verbalmente ou não - que a atitude dela é natural, e que realmente algumas partes do corpo provocam uma sensação muito agradável quando tocadas. Se a sua filha estiver se masturbando diante dos outros, você poderá explicar a ela que, como as pessoas consideram esse prazer algo muito íntimo, será mais apropriado ela buscar um espaço mais reservado.


 Meu  filho de 11 anos está manifestando curiosidade sobre sexo. Como Abordar o assunto com ele?

Clarice – São Pedro

Não há como estabelecer um critério, e sim  algumas considerações. Seria bom,  por exemplo,  você pensar acerca da sua própria sexualidade, como se deram as suas descobertas e como a sexualidade era tratada no seu meio familiar. Este pensamento crítico pode servir de parâmetro  para um direcionamento franco nestas conversas.. . Se você quiser iniciar o assunto,  lembre-se que nem sempre é favorável fazer perguntas diretas sobre a vida íntima do filho, se ele já teve esta ou aquela experiência, pois pode inibi-lo ou irritá-lo.  Mas você pode perguntar a ele o que ele pensa sobre determinadas situações expostas,  por exemplo, em novelas, ou músicas... A partir do ponto de vista dele, você vai ter uma idéia da maturidade emocional em que ele está, e poderá passar informações condizentes com o momento dele. As perguntas que ele lhe fizer relativas ao ato sexual podem ser respondidas de modo franco e objetivo.   Se perceber áreas que precisam de atenção, não se precipite tentando por em dia todas as informações. Os mesmos temas voltarão à tona outras vezes, mais tarde. Não apenas porque as crianças diferem na velocidade de desenvolvimento, mas também porque os sentimentos mais íntimos ligados á sexualidade emergem lentamente e deve-se dar toda oportunidade para que as idéias se desenvolvam. Uma vez que seu filho souber com segurança que pode fazer-lhe perguntas sobre sexo da mesma forma que sobre outras coisas, as perguntas naturalmente irão surgir. Mas evite fazer um sermão: lembre-se de que está tentando iniciar uma conversa na qual talvez seja muito mais importante ouvir do que falar.

 Olá Dra.Gostei muito deste Site, as matérias são interessantes e informativas. Estou muito preocupada com minha filha e 10 anos, pois percebo que  ela quer entrar no assunto de sexo comigo, mas não sabe bem como fazer isto, ela  rodeia com vários assuntos e perguntas do tipo: Mãe o que é conchinha? É o mesmo  que transar? E eu disse, mas onde vc viu isso e ela disse que foi numa novela.
Eu fiquei totalmente sem saber como responder e disse que não, que era uma forma  das pessoas se esquentarem para dormir. Outro dia ela me disse que estava  brincando em frente de casa,na rua descalça e quase pisou numa camisinha suja e  disse: aí que nojo Mãe!  E eu estou confusa porque não sei até que ponto ela sabe  sobre este assunto, pois as crianças com quem ela brinca não me causam  preocupação, e estão sempre brincando em casa, normalmente de bola, escolinha,  mercado...Se eu tento perguntar algo, percebo que ela apesar de querer falar  acaba ficando nervosa.Diz que acha um ou outro menino  bonito, até mesmo algum cantor e fica reocupada se não tem problema ela pensar  estas coisas, eu respondo que não, que ela está crescendo e é normal isso... Tenho medo de falar demais ou de menos. O que faço?

Me ajude por favor...

Via Site (a internauta preferiu não se identificar)


Boa tarde,Mamãe!

Entendo as suas preocupações. Creio que vc deve  considerar que a nfância que vc teve foi em outro contexto. Uma menina de 10 anos hoje  é diferente de uma menina de 10 anos  20 anos atrás. Hoje em dia, as informações vêm muito mais rápidas, através das músicas, das novelas, dos amigos e até mesmo de desenhos! pelas perguntas dela, nota-se que ela sabe algumas coisas. Uma regrinha de ouro que eu sempre indico ( e uso, pois tenho uma menina de 5 anos) é perguntar sempre, antes de responder a uma pergunta,o que é que a criança acha sobre o assunto.Exemplo: Mãe, o que é conchinha? vc responde: o que vc acha que é? Ela vai te dizer. então, depois de vc avaliar o que ela já sabe, você confirma, corrige, ou acrescenta algum detalhe, e pronto.Mas vc parte de uma referência dela, e não corre o risco de adiantar informações e nem de deixá-la insatisfeita.. não precisa de vc dar uma aula para ela, e sim manter o seu canal de comunicação.É muito importante para a relação de vcs que ela confie em vc para tirar suas dúvidas, senão ela vai procurar informações somente com as  amigas. Isso vai acontecer mais cedo ou mais tarde, mas é importante que vc seja sua principal fonte de informações. Enquanto isso, vá revendo seus conceitos em relação ao sexo, diferenciando o que é da sua história, e o que é da vida, quanto mais natural vc for, mais fácil será conversar.  Detalhe: não tem que achar  que tudo pode. Mantenha e passe para ela seus procure encarar o sexo e o como uma coisa boa. E, a princípio, não toque no assunto se notar que ela fica constrangida.

Deixe ela te procurar.

Um abraço, boa sorte!


Maria Lúcia Beraldo
Psicóloga/mestre em Sexualidade humana


Av. Rio Branco 2721 sala 1502 - Centro - Juiz de Fora - MG

Tel.:(32) 3237-9241 ou 8821-8727
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