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ATENÇÃO!!! È permitida a utilização, total ou parcial, das idéias e dos textos abaixo, desde que indique a autoria da Profa. Maria Lúcia de Freitas Beraldo. A referência bibliográfica deve ser feita da seguinte maneira, de acordo com a NBR 6023 – ago./2000 : 

Beraldo, M.L.F. Título do texto Disponível em: www.sexologiajf.com.br | Acesso em:(colocar a data em que acessou a página).


Sexo virtual


1. Meu filho de 17 anos não tem namorada, mas passa o dia inteiro no computador conversando com garotas. Quando o sexo virtual começa a ser um problema?

Rita - Cascatinha

O sexo virtual é uma diversão válida, exceto quando ele se torna a única forma de contato para trocas afetivas com as outras pessoas. Geralmente, por trás do computador, qualquer pessoa ansiosa, tímida ou insegura ao extremo pode se sentir mais segura e autoconfiante, e acabar elegendo o mundo virtual como o seu melhor cenário de conquista. Com esta escolha, a pessoa estará abrindo mão de expor-se aos riscos, mas também de vencer seus obstáculos em termos relacionais. 
Mas não sei se este é o caso de seu filho, devido às poucas informações fornecidas. É possível que você esteja um tanto ansiosa, afinal, sempre há uma cobrança de que os filhos cumpram o padrão estabelecido culturalmente. E por este padrão, seu filho já poderia estar namorando.  Mas namorar só para satisfazer as cobranças sociais não é legal, concorda? seu filho ainda é um adolescente, e esta incursão pela internet pode ser apenas uma fase onde, enquanto não aparece uma oportunidade real viável, ele está exercitando e aprendendo como se dá não só a conquista, mas  as relações sexuais em si. 
O desenvolvimento psicológico e emocional, que ocorre durante a adolescência, leva tempo, que varia de pessoa para pessoa, e cada um o vivencia de uma maneira específica. Assim, o melhor é dar tempo ao tempo, procurando demonstrar, na medida do possível, que ele pode contar com seu apoio.
Um abraço,

2. Estou sem namorado há 3 anos e há cinco meses me relaciono com um homem que nem conheço pessoalmente, mas com quem faço sexo virtual. Sinto que estou ficando dependente desse contato e evito até sair à noite. Corro o risco de ter problemas de relacionamento de verdade no futuro?

Cara leitora,
No futuro, é difícil afirmar.  Mas no presente, é possível que já haja problemas. Sexo virtual é válido como um “aperitivo”, um tempero para as nossas fantasias sexuais.  Mas realmente ele representa um problema quando se torna a nossa única fonte de troca afetiva. E quando você afirma que está se privando de outros contatos, há grande possibilidade de que este relacionamento não esteja significando apenas sexo para você. Principalmente pelo fato de que você está sem namorado há algum tempo, e é perfeitamente natural que sinta certa carência afetiva.
Quando nos relacionamos afetivamente, há muita idealização acerca da personalidade do parceiro e do tipo de relacionamento (muito estimulado pelos romances, etc.).  Certamente, a realidade não é o tão esperado mar de rosas. Mas, se há decepções, igualmente há aceitações e rearranjos que implicam em crescimento para ambas as partes.
No namoro virtual, a chance de se expor é bem menor e a idealização é enorme, ocorrendo um alimento constante das fantasias. Contudo, a satisfação é tão virtual quanto o relacionamento, além do fato de ser difícil este tipo de envolvimento possibilitar um crescimento afetivo, porque ele não exige a capacidade de se “reciclar” emocionalmente: basta sonhar. 
Deste modo, acho pertinente sua preocupação com sua capacidade de envolvimentos futuros.  Eu não sugeriria nada drástico, como interromper seu namoro de uma hora para outra, mas, que tal sair mais, se exibir por aí? Você pode não encontrar o homem dos seus sonhos, mas arriscará encontrar alguém em quem valha a pena investir.
Boa sorte,

Maria Lúcia Beraldo
Psicóloga/mestre em Sexualidade humana


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