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ATENÇÃO!!! È permitida a utilização, total ou parcial, das idéias e dos textos abaixo, desde que indique a autoria da Profa. Maria Lúcia de Freitas Beraldo. A referência bibliográfica deve ser feita da seguinte maneira, de acordo com a NBR 6023 – ago./2000 : 

Beraldo, M.L.F. Título do texto Disponível em: www.sexologiajf.com.br | Acesso em:(colocar a data em que acessou a página).


Orgasmo


Olá Dra. Maria Lucia! eu não sei se este espaço é para tirar este tipode dúvida, mas resolvi tentar, pois não encontro sexóloga aqui na minha cidade, e pesquisando sobre o assunto, acabei achando seu site. A duvida é: é normal uma mulher ficar com o corpo inteiro dormente quando chega ao orgasmo? Se sim, isso significa mesmo a chegada ao orgasmo? Muito obrigada pela atenção desde já! Ludmila, via site sexologiajf.com.br

 A sensação do orgasmo envolve impulsos neurológicos, e é resultado de um acúmulo de tensão seguida de um imediato e profundo relaxamento. Em geral, as pessoas o percebem como um arrepio, uma descarga de energia que sobe pela medula espinhal  que se expande em direção aos membros. Então,  ele pode sim, trazer esta sensação de dormência ou formigamento, já que funciona como um choque por todo o corpo. Por outro lado, a sensação de prazer é muito subjetiva: Algumas pessoas têm uma resposta física típica do orgasmo mas devido a bloqueios sexuais, não experimentam o prazer como poderiam. Agora que sabe que esta sensação de dormência é normal, procure focar mais no prazer. Se ainda assim ficar em dúvida, procure um especialista.

Oi Ludmila!.  

A sensação do orgasmo envolve impulsos neurológicos, e é resultante de um acúmulo de tensão seguida de um imediato e profundo relaxamento. Em geral, as pessoas o percebem como um arrepio, uma descarga de energia que sobe pela medula espinhal irradiando para os membros e pode sim, trazer esta sensação de dormência ou formigamento, já que funciona como um choque por todo o corpo. Por outro lado. a sensação de prazer é muito subjetiva: Algumas pessoas têm uma resposta física típica do orgasmo mas devido a bloqueios sexuais, não experimenta o prazer como poderia. Agora que sabe que esta sensação de dormência é normal, procure focar mais no prazer. Se ainda assim ficar em dúvida, procure um especialista.

boa sorte!

 

Olá, namoro a 1 ano, me masturbo desde pequena, e mesmo assim acreditoainda não ter tido \"aquele\" orgasmo!Consigo ter orgasmos quando me masturbo e isso está incomodando meu namorado,  pois, ele acaba achando que eu não estou curtindo e etc. Eu sinto picos de prazeres, porém quando os mesmo estão chegando lá, eles se acabam do nada e às vezes são seguidos de dores no reto. Já procurei relaxar e não pensar que tenho que ter de fato o orgasmos só para satisfazer o meu namorado, no entanto, ainda não obtive sucesso! Gostaria de uma ajuda ou de um guiapara saber como posso modificar algumas características na hora do sexo, mesmo eu já conhecendo o meu corpo e nahora H, mesmo com o estímulo clitoriano, nada acontece. Grata

P. Via site www.sexologiajf.com.br

Bem, com relação ás suas dores no reto, por acaso vc tem problemas com gazes e intestino preso? Se for, pode ser que na hora da penetração, dependendo da posição, a pressão sobre o reto seja maior.Isso acontece muito com a mulher de costas, ou de quatro.  Observe isso, e tente alterar suas posições, também. Outra coisa: com relação ao orgasmo na penetração, pode ser que vc  esteja esperando por “aquele”, mas na verdade, seu corpo tenda a curtos e vários orgasmos seguidos. Como vc está esperando um grandão, fica frustrada. Com relação á estimulação no clitóris, tem que ter mesmo. Em qualquer posição, há uma estimulação, direta ou indireta, sobre ele. O que não pode é o momento legal de vcs se tornar um momento de expectativa por desempenho, como se vc estivesse fazendo um exame de seleção. Relaxe, curta muito sexo oral, em vc e nele, procure posições diferentes, e se “aquele”ainda  não veio,é questão de tempo: me parece que na verdade vc é multiorgástica.

Livro que pode te ajudar a distrair da sua preocupação com orgasmo e transformar o sexo numa bricandeira gostosa: "365 maneiras de elouquecer juntos na cama", "69 formas de satisfazer seu parceiro" que na verdade se refere ao casal, e "Livro de bolso do kama sutra- segredos eróticos para amantes modernos". Estes dois últimos é da Ed. madras, autora, Nicole Bailey. o anterior não está aqui comigo, só lembro o título. Mas vcs acham fácil. boa sorte!


 Sinto muito prazer quando faço amor com meu namorado, mas não sei se chego ao orgasmo. Como posso saber se atingi o orgasmo?

Fisiologicamente, o orgasmo é um reflexo oriundo de uma tensão progressiva e um repentino relaxamento, resultando em uma agradável sensação de descarga, que concilia a perda de certos sentidos e aguçamento de outros. Sendo um mecanismo que envolve tanto o aspecto psicológico como o biológico, a experiência varia de pessoa para pessoa, é muito difícil fazer uma descrição padrão. Na verdade, até para uma mesma pessoa pode ocorrer orgasmos diferentes, mesmo que a relação se dê com o mesmo parceiro, pois vai depender se naquele momento está havendo uma estimulação adequada e se há receptividade suficiente para tal estimulação.
Este tipo de dúvida é muito freqüente entre mulheres com pouca ou nenhuma experiência em auto-estimulação (masturbação). Isto acontece porque é através da auto-estimulação que a pessoa aprende a se conhecer em termos de resposta sexual, percebendo a própria sensibilidade. Após ter experienciado o orgasmo por auto-estimulação, a mulher alcança o orgasmo de forma mais tranqüila quando em contato com o parceiro, porque ela já sabe como gosta de ser tocada, e sabe o que pode esperar desta intimidade, o que aumenta ainda mais a excitação. Talvez seja essa a direção para que você conheça as respostas de seu corpo. 
Um abraço,

Maria Lúcia Beraldo
Psicóloga/mestre em Sexualidade humana

 Só chego ao orgasmo me masturbando. Sou frígida? O que devo fazer?

Embora não tenha fornecido muitos dados, a princípio, me parece que não há nada de errado com você.  Acredito que esta sua dúvida tenha mais a ver com as crenças ligadas à sexualidade, principalmente àquela na qual o orgasmo "principal" deve ser aquele conseguido pela penetração do pênis na vagina. Isto não acontece só com você: durante muito tempo, mesmo no meio acadêmico, acreditou-se nisso. Você já deve ter ouvido falar em Sigmund Freud, o pai da psicanálise. Pois é, Freud achava que a mulher, ao tornar-se psicologicamente madura, deixava de usufruir o orgasmo vindo da estimulação no clitóris, passando a experimentar aquele vindo da penetração. Hoje em dia, sabe-se que o clitóris é o único órgão que criado pela natureza visando especificamente o prazer feminino. Isto não é bacana? Com as pesquisas realizadas posteriormente, descobriu-se que o número de mulheres que necessitam de estimulação é muito maior do que se imaginava, o que forçou os estudiosos da sexualidade a repensar a teoria Freudiana. Atualmente, observa-se que até mesmo as mulheres que acreditam que não necessitam de estimulação no clitóris acabam preferindo posições de coito em que, direta ou indiretamente, ocorre uma pressão do púbis masculino sobre o clitóris. Portanto, se é esse o seu caso, pode ficar tranquila. 
Contudo, se você só tem orgasmo se masturbando sozinha, e sofre completa inibição erótica quando está na companhia de seu parceiro, é provável que esteja ocorrendo um bloqueio, que pode ter origem tanto psicodinâmica (isto é, ligada ao seu desenvolvimento afetivo-sexual), ou relacional, (ou seja, provocada por problemas referentes ao seu relacionamento com seu parceiro).   Nestes casos, considero bastante adequado um apoio psicoterapêutico.

Maria Lúcia Beraldo
Psicóloga/mestre em Sexualidade humana

 Como saber se minha namorada atingiu mesmo o orgasmo? Gostaria de saber isso, porque é muito difícil saber se uma mulher não está mentindo. 
O leitor pediu para não ser identificado
Esta é uma questão que extrapola o campo da sexualidade. Um casal sabe que o outro não precisará lançar mão de mentiras quando a vontade de ficar juntos é clara para os dois lados. Deste modo, mesmo um sabendo que não poderá satisfazer as expectativas do outro em um determinado momento, se sentirá seguro para se mostrar sem máscaras, pois sabe que aquilo não irá colocar em risco a parceria, e que as dificuldades serão vistas como obstáculos a serem vencidos pelos dois. Especificamente no campo da sexualidade, embora existam outros motivos, o que leva uma mulher a fingir o orgasmo para o parceiro geralmente é a insegurança quanto à perenidade da relação. Nestes casos, percebemos que o problema está na busca da mulher em satisfazer as expectativas sexuais do parceiro e na sua insegurança diante da atitude dele se estas expectativas forem frustradas. Por outro lado, o mito de que o homem deve saber tudo sobre sexo, incluindo como e onde tocar, qual o momento de iniciar a penetração, etc., coloca uma responsabilidade muito grande nas mãos masculinas. Isso funcionava bem até algumas décadas atrás, onde o prazer e o orgasmo feminino nem eram cogitados. Se você quer ter maior segurança em relação ao prazer da sua companheira, pergunte a ela! Hoje em dia, encontram maior satisfação os casais os quais o homem permite à mulher dizer e mostrar como, onde e quando gosta de ser tocada. Desse modo, o parceiro não precisará adivinhar o que ela está sentindo e não ficará inseguro em relação a estar agradando o suficiente ou não.

Maria Lúcia Beraldo
Psicóloga/mestre em Sexualidade humana

 Fico bastante excitada, mas tenho dificuldades de chegar ao orgasmo. O que pode ser?
 Andréia - por e-mail

Cara Andréia,
Não ficou muito claro se, apesar das dificuldades, você chega ao orgasmo algumas vezes. Embora tenha fornecido poucos dados, o seu caso sugere um quadro chamado tecnicamente de anorgasmia. Ele pode se desenvolver a partir de vários fatores. Um dos principais é a educação muito rígida em termos de sexualidade, associando-a à algo proibido, feio e até sujo, de modo a repressão erótica acaba sendo internalizada e passa a acompanhar a pessoa até a sua vida adulta. Deste modo, cada experiência sexual é sentida como um misto de excitação e condenação, dificultando a chegada ao orgasmo. Outro fator que também pode interferir na vivência plena da sexualidade é a pouca experiência sensorial, principalmente em se tratando da masturbação, já que é uma forma de autoconhecimento das possibilidades de sensações que o corpo pode experimentar. 
Encontramos também como fatores que podem afetar a capacidade de orgasmo questões o "medo da entrega", o medo da própria sensação do orgasmo, e a necessidade extrema de agradar ao parceiro, o que faz com que a pessoa se desligue das próprias sensações e passe a se preocupar com o próprio desempenho sexual.  Citei apenas algumas das causas, mas como você pôde ver, as possibilidades são várias, e raramente a causa é única.
Este é um problema que acomete boa parte das mulheres em algum momento da vida - isto é, mulheres que já tiveram orgasmo e em algum momento deixaram de tê-lo. Mas há também mulheres que nunca o experimentaram. De qualquer modo, é uma situação que gera muitos conflitos quando a mulher tem um parceiro estável, uma vez que há uma cobrança interna e há também a cobrança do companheiro. Além disso, é comum que o parceiro queira manter sua rotina sexual , e muitas vezes a mulher acaba cedendo sem vontade - o que torna a atividade frustrante e sem colorido - ou comece a se esquivar, o que pode gerar conflitos e discussões. De qualquer modo, sugiro que você procure um profissional especializado na área, pois, na maioria das vezes, a terapia sexual é bastante eficiente nestes casos. Um abraço , e boa sorte!

Maria Lúcia Beraldo
Psicóloga/mestre em Sexualidade humana

  Namoro há cinco anos e tenho relação sexual com meu namorado há, pelo menos, quatro anos e dez meses. Só que existe um problema: nunca cheguei ao orgasmo sem eu mesma também me tocar. Tenho vergonha de conversar sobre isso com ele. Qual deve ser meu problema? Existe solução?

A leitora pediu para não ser identificada

Esta é uma questão que tem sido muito levantada nesta coluna, tanto por homens quanto por mulheres.  Não, a necessidade de estimulação no clitóris para a mulher chegar ao orgasmo não é sinal de problema sexual, pois a finalidade dele é esta mesmo. Mesmo que algumas mulheres afirmem que "não precisam" de estimulação, é importante lembrar que até quando não há estimulação direta (por exemplo, o dedo da própria mulher ou do parceiro), há aquela indireta, como a pressão do púbis do homem quando há o encontro dos genitais.
Essa idéia de que a mulher que precisa de estimulação possui dificuldades sexuais surgiu no início do século passado, mais ligada a uma suposta dependência feminina do órgão masculino do que uma questão morfofisiológica. Afortunadamente, com os avanços nos estudos sobre a sexualidade humana, este conceito caiu por terra há décadas! 
Infelizmente, como acontece com muitos temas relacionados à sexualidade, certas idéias acabam se tornando crenças e cristalizando-se em mitos,
sendo passados de geração em geração, perpetuando-se.  Deste modo, quando agimos de acordo com o mito, ele se confirma. Mas quando não nos enquadramos nele, sempre achamos que o errado somos nós! Por isso é tão importante que tenhamos um espírito crítico, pois só assim poderemos desfrutar da nossa sexualidade sem a preocupação de nos enquadrarmos num suposto padrão de "normalidade". 
Contudo, deve ser observada com cuidado a sua dificuldade em falar sobre sexo com seu namorado.  Faço esta ressalva porque este tipo de constrangimento é muito comum entre os casais que procuram a terapia sexual, pois ele acaba criando um desencontro, onde cada um tem que adivinhar o que o outro está querendo, sentindo ou pensando em termos sexuais. Pense nisso!  Certamente, uma entrevista com um profissional da área poderá auxiliá-la, pois poderão ser discutidos exatamente os mitos, crenças e tabus que envolvem a sexualidade e que fazem com que você se sinta envergonhada mesmo diante de uma pessoa tão íntima. Um abraço, e boa sorte!

Maria Lúcia Beraldo
Psicóloga/mestre em Sexualidade humana

 Tenho 35 anos e não sei se já tive orgasmo na vida. As pessoas vivem falando que o orgasmo é maravilhoso, explosivo. Quando faço sexo tenho uma sensação agradável, mas ela não é tão explosiva. Como faço pra saber se é um orgasmo ou não? Existe alguma maneira de identificar?

 Pergunta enviada à Revista Sou +Eu

 

A sensação do orgasmo pode ser diferente de pessoa para pessoa,  e inclusive  uma mesma pessoa pode experimentá-lo com intensidades diferentes de acordo com o grau de excitação. Estímulos intensos em locais específicos do corpo  também geram orgasmos diferentes: O orgasmo do sexo oral  geralmente é   mais curto e repetitivo, havendo também uma diferença entre o orgasmo de penetração vaginal e  o de estimulação no clitóris. Além disso, existem situações onde a resposta sexual  “pula” da  fase da excitação  para a de  resolução. Nestes casos, não é uma disfunção, pois ocorre ocasionalmente e não deixa a sensação de frustração. Assim, para você definir se o seu  orgasmo está ausente ou diluído na excitação, é importante que você se toque, explore seu corpo, fantasie, masturbe-se! As mulheres que se masturbam sabem o que são capazes de sentir  e o que deve ser feito para despertá-las, usufruindo mais e melhor da companhia do parceiro.


 Só atinjo o orgasmo quando estou na posição sobre o meu parceiro. Me sinto incomodada, pois gostaria de diversificar. Por que isso acontece?
Pergunta enviada à Revista Sou +Eu
Porque quando você está por cima, seu clitóris é estimulado ao entrar em contato com a região pubiana de seu parceiro. Não há problema algum com você, a 
maioria das mulheres prefere essa posição para gozar, também. È só você relaxar, brincar em outras posições, mas na hora em que quiser gozar, vá para essa.
Depois, o seu parceiro pode gozar na posição que ele preferir...por exemplo:a  maioria dos homens adora ver a mulher de costas, deitada ou de quatro.
Se quiser  experimentar o orgasmo em outras posições, procure aquelas nas quais você possa estimular o seu clitóris com o dedo enquanto ocorre a penetração. 
Mas faça isso naturalmente, sem cobrança, pois não está nada errado com você, ok?

 


Maria Lúcia Beraldo
Psicóloga/mestre em Sexualidade humana

 


 


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