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ATENÇÃO!!! È permitida a utilização, total ou parcial, das idéias e dos textos abaixo, desde que indique a autoria da Profa. Maria Lúcia de Freitas Beraldo. A referência bibliográfica deve ser feita da seguinte maneira, de acordo com a NBR 6023 – ago./2000 : 

Beraldo, M.L.F. Título do texto Disponível em: www.sexologiajf.com.br | Acesso em:(colocar a data em que acessou a página).


Fantasias Sexuais


Ola doutora ! Tenho 30 anos e sempre tive um interesse por mulheres acima do peso,já me relacionei com mulheres magras e ate modelos, mais não me sentia bem pois não sentia atração nenhuma por elas, fazia isso pra agrada família e amigos, resolvi assumi minha preferência e logo fui bombardeado por críticas, todos dizem que eu tenho algum distúrbio, já procurei na internet mais sobre esse assunto tem pouca informação, gostaria de saber se isso é uma doença, um distúrbio, um transtorno, qual o nome disso ou se é normal? abraço.

F. via site sexologiajf.com.br

Oi F.Vc não tem nada demais, desencana! Isso é uma questão de gosto, e vc não é o único,ok?...de que adianta uma magrinha que na hora H não faz nada? Tem quem goste de negras, outros de asiáticas...no amor, o preconceito só atrapalha. .Afinal, no dia a dia, é vc quem vai estar lá, então é importante  que vc se sinta bem,  que ela tenha bom humor e demonstre ser uma boa companhia, pro presente e pro futuro, se for o caso.Boa sorte aos dois!

 

 Meus vizinhos fazem muito barulho quando transam e eu acabo escutando. O   problema é que, ao invés  de isso me incomodar, me excita. Isso significa que  sou maníaca? Muito obrigada! Via Revista Sou + Eu (Ed. Abril)

 

De forma alguma! Seus vizinhos  criam uma situação que despertou um lado fetichista seu, chamado voyerismo. O voyeur  é uma  pessoa que tem prazer ou excitação sexual ao  ver ou perceber  outras pessoas em situações eróticas sem que elas saibam. Através dos  barulhos, você imagina o que está acontecendo e monta em sua mente o seu cenário. É o seu filmezinho pornô particular rsrs... isto não faz de você uma “tarada”, uma maníaca sexual, pois isto se refere a um outro tipo de situação, aí sim, patológica, que é a  compulsão sexual, onde a pessoa se aventura  a várias situações sexuais, inclusive e principalmente com estranhos, sem precaução, sem no entanto tirar daí prazer algum.  Me parece que não é esse seu caso. Use esta situação  como combustível para suas fantasias sexuais - sem culpas - e seja feliz!

 Eu e meu marido estamos pensando em fazer sexo com outro casal, mas estamos com receio das conseqüências emocionais depois do ato. O que nos aconselha?

A leitora pediu para não ser identificada

As fantasias sexuais, de um modo geral,  são saudáveis e contribuem muito para a manutenção do desejo sexual. Isso,  no entanto, não quer dizer que todas as fantasias que temos  devam ser colocadas em prática. Mas  certamente elas   podem  se tornar reais  desde  que todas as pessoas envolvidas sejam maduras emocionalmente o suficiente  para compartilhar  determinado papel ou jogo sexual, arcando com todas as emoções e sensações provenientes da determinada  prática sexual.

Uma das ligações que permeiam o ato sexual  é o desejo e o medo: desejar algo sempre inclui riscos e responsabilidade. E esse medo independe do momento de vida, pois acontece sempre diante do novo: por exemplo,  na adolescência, é comum  que os jovens busquem uma direção externa a eles  que os possibilitem decidir  o momento de ter a primeira relação sexual, querendo saber se há uma idade adequada ou algum outro critério que os eximam de ter que tomar a decisão. Mas não há outra saída, não há como decidir sem comprometer-se.

Quando você e seu marido pedem o conselho de um terapeuta  para colocar em prática ou não uma fantasia,  esperam que seja dito algo que, de alguma forma, decida por  vocês. Contudo, ninguém poderá decidir  a não ser vocês, que deverão, para tal, levar em conta  o nível de  confiança que ambos têm no vínculo afetivo que os une. Se o vínculo é forte e o desejo de realizar a fantasia também, pode ser proveitoso, por que não? Do contrário, se o vínculo não está tão forte assim, é possível que o ciúme, ou  até mesmo uma "ressaca moral"  afete a relação do casal posteriormente. Além disso, se vocês estão buscando  uma afirmativa externa  para decidir esta questão, é um sinal de que não estão muito seguros e, na dúvida, é melhor  não arriscar. Sugiro que reflitam  e amadureçam melhor a idéia .

Maria Lúcia Beraldo
Psicóloga/mestre em Sexualidade humana

 Meu marido tem muitas  fantasias...algumas eu até consigo realizar, mas em outras, eu não consigo entrar no clima. È mesmo necessário fantasiar para chegar ao clímax?

A leitora pediu para não ser identificada

As fantasias sexuais  são uma espécie de "tempero" da atividade sexual.  Quando envolvem  um casal, elas devem dar satisfação sexual aos  dois, mesmo que originada do desejo de um só: é o sentir  prazer em dar prazer. Contudo,  algumas pessoas  encontram dificuldade em realizar as  fantasias de seus parceiros,  e os obstáculos  geralmente envolvem questões morais (como troca de casais, sexo grupal, etc.),   de higiene ( ou nojo)  ao tocar ou beijar determinadas partes do corpo do parceiro, ou medo de sentir dor (como no caso do sexo anal). Procure analisar a origem de seus obstáculos, veja se não podem ser  rearranjados.  Como você não especificou qual  ou quais as fantasias  que são, a seu ver, inviáveis,  não dá para aprofundar  muito nesta direção. De qualquer modo, é certo que  colocar em prática determinada atividade sexual sem nenhum desejo e prazer, com a finalidade exclusiva de  evitar um  conflito, gera uma insatisfação  que, mais cedo ou mais tarde, vai repercutir no  relacionamento como um todo. Aconselho que você converse francamente com seu marido sobre suas dificuldades relacionadas a essas fantasias .  A solução encontrada por vocês nesta situação vai depender da qualidade do diálogo na vida conjugal de vocês. Quando a relação se baseia numa escuta mútua, e na consideração do ponto de vista de cada um, os conflitos são administrados de modo positivo. Por outro lado, quando não há diálogo, mas uma imposição da vontade de uma das partes, cria-se um arranjo onde um lado sempre cede mais, esquivando-se de toda e qualquer reivindicação, a fim de evitar conflito. Mas fatalmente a relação se torna insatisfatória, pelo menos para esta parte .
A idéia de que a mulher deve satisfazer todas as expectativas sexuais do marido está ligada à crença de que o homem tem  necessidades sexuais  mais intensas do que a mulher, e esta tem o dever  de  satisfazê-lo. Mas a vida sexual é do casal, e a prioridade é de ambos. Aconselho  que você busque  também  as suas fantasias. Dê atenção ao seu desejo, reconheça-se como uma mulher que também tem fantasias sexuais, mesmo que não tenha intenção de  imediata de colocá-las em prática. Este repensar erótico pode lhe  ajudar a se situar como parceira, e não somente como viabilizadora dos prazeres de seu marido. Quem sabe se , ao final, você não perceba as fantasias de seu marido tão inviáveis assim, ou até mesmo o surpreenda com as suas próprias fantasias?
Boa sorte!

Maria Lúcia Beraldo
Psicóloga/mestre em Sexualidade humana


 Meu namorado gosta de fantasiar muito. Eu não consigo entrar na brincadeira, porque acho tudo ridículo. Como podemos nos entender?

Solange, Bairu

Cara Solange. È bom que você tenha resolvido levantar esta questão, pois ela realmente interfere – e muito - na via sexual do casal. Veja bem, o sexo é o parque de diversão dos adultos... Quando um casal mergulha em uma fantasia sexual, tanto o aspecto lúdico como o sensual é exercitado através da criatividade, estimulando o desejo, reforçando a cumplicidade sexual e evitando que o ato sexual se torne rotineiro. Contudo, é certo que nem sempre o casal compartilha da mesma fantasia. Pode ser que a fantasia de um seja aversiva ao outro (como determinadas práticas sexuais, por exemplo: sexo anal, grupal ou outros). Nestes casos, ceder apenas par agradar ao parceiro acaba trazendo conflitos em algum momento.
Por outro lado, as fantasias relacionadas a roupas ou contextos específicos, nas quais o casal incorpora determinados personagens, ou o incremento de sensações físicas através de alimentos, odores, decoração de ambientes, músicas, brinquedos sexuais e etc. têm o seu lugar. Na verdade, observa-se na prática clínica que um dos fatores mais freqüentes entre aqueles que não conseguem fantasiar está relacionado à forma  como a pessoa aprendeu a lidar com o sexo. Nestes casos, a imagem do ato sexual acaba sendo limitada a algumas preliminares e ao encontro das genitálias, impedindo que a pessoa dê vazão ao próprio erotismo e o perceba na vida como um todo. Outro fator é a dificuldade da pessoa abstrair da realidade e apenas brincar, o que pode ser consequência de uma infância “adultecida”. 
Essa sensação de estar sendo ridículo é bem comum nestes casos, pois a pessoa não está ligada ao erotismo da situação, e sim analizando-a como alguém de fora, um espectador. Pense nisto. Procure avaliar se as fantasias do seu namorado são de alguma forma aversiva ou dolorosa para você, e converse com ele sobre isso, a fim de negociar um meio-termo. Contudo, se não tiver nenhum desses componentes, apenas você não consegue entrar na brincadeira, procure se aproximar aos poucos, pensar em coisas ou situações que você considera atraente, e sugira par sue namorado, pois assim será mais fácil para você se envolver. Se mesmo assim for difícil, e esta situação estiver criando conflito entre os dois, seria interessante uma entrevista mais detalhada com um terapeuta sexual.

Maria Lúcia Beraldo
Psicóloga/mestre em Sexualidade humana

 

 Quando faço sexo oral no meu marido ele quer me ver engolindo o sêmen dele. Isso é normal? Eu tenho nojo de esperma e não quero engolir. Como ajo numa situação dessas?

Pergunta enviada para revista Sou + Eu

 O sexo oral é uma das principais fantasias masculinas, e a deglutição do sêmen é o final mais desejado. Contudo,  as mulheres evitam engolir por conta do cheiro, que  é  muito forte, e  também devido ao sabor, que combina o ácido, o rascante e o açucarado, por causa da glicose e outros componentes químicos. Mas tudo que há no sêmen objetiva a movimentação e  sustento do espermatozóide: se  o sêmen não apresentar tais características, alguma coisa está errada. No seu caso,  engolir para agradá-lo e você passar mal em seguida não valerá  a pena para nenhum dos dois. Então, se você não sentir nojo da sensação do sêmen sobre sua pele, pode permitir que ele ejacule sobre seu corpo, de modo que ele possa vê-lo.  Mas se isso também não funcionar para você, explique a ele que realmente não dá, mas mantenha espaço para que possam falar abertamente sobre suas fantasias: pode ser que haja outras igualmente excitantes ao alcance de ambos.

 Eu e meu namorado gostamos de transar em locais arriscados, onde podemos sermos pegos. Isso é normal? Precisamos procurar algum tipo de ajuda?

Se os dois ou um de  vocês   só conseguir  ter prazer quando estiver  em situação que libera adrenalina, devem sim, procurar ajuda, pois o prazer do risco está substituindo o prazer do sexo. Mas se  o sexo curtido apenas na intimidade for bom, isto é uma  prafilia, uma “tara” curtida a dois, envolvendo a proibição e o risco de punição. Esta prática não  é tão rara: é muito comum histórias sexuais envolvendo  escadarias de prédio, carros em estradas, cinemas, e varandas.  Só  acho  importante  que evitem  a possibilidade de serem flagrados por crianças e  idosos, pois estas pessoas têm mais dificuldade em elaborar a situação.

 

Maria Lúcia Beraldo
Psicóloga/mestre em Sexualidade humana

 


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